Caminhando
por uma estrada de terra, comecei a reparar nas árvores do caminho.
Umas
singelas com pouca folhagem...
Umas
frondosas com folhagens mil...
Umas
altas, outras baixas...
Umas
com frutos e outras secas...
Mas
todas causavam forte impressão em mim, talvez pela solidão do caminho, talvez
pela ausência de outros pensamentos ou até mesmo porque eram a única vista da
estrada.
De
repente como as árvores que ficavam para trás, lembrei das pessoas que passaram
pela minha vida.
Umas
fizeram sombra e me deram frutos...
Outras
apenas enfeitaram a estrada...
Algumas
eu passei muito rápido por elas, mas me marcaram a vista...
Outras
eu quis podá-la para dar mais frutos, mas acabei secando-as
A
outras coloquei o adubo certo e as ajudei a crescer.
Algumas
serviram de apoio para os ninhos onde coloquei meus sonhos, ainda ovos
prematuros aonde encontraram abrigo para crescerem.
Algumas
com seus galhos secos, ou melhor, dizendo, os galhos secos que escolhi,
quebraram e veio a queda, mas também me ensinaram a fazer melhores escolhas.
Quantas
árvores passam pela beira das estradas que percorremos... Quantas pessoas
passam por nossa vida e ainda quantas vão passar...
O
importante disso tudo é entender que temos duas opções: fazer das pessoas, que
passam por nossa vida serem como as árvores das estradas, apenas passam e não
deixam nada, nem lembranças.
Ou
da nossa vida, fazer um jardim cheio de pessoas, um pomar, nos relacionando com
elas, plantando sempre sementes de amor, ternura e paz. Algumas sementes
germinaram logo, outras demorarão um pouco mais, no entanto as sementes foram
plantadas nos solo do coração dessas pessoas e um dia florescerão.
As
árvores da nossa vida, somos nós mesmos que plantamos, adubamos, colhemos seus
frutos, lembrando que também somos parecidos como árvores, depende de mim, que
tipo de fruto vou dar, lembrando que dos frutos vem as sementes que vão
pulverizar e plantar o jardim da minha vida.
Antonio
Sea Bueno

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